3 de agosto de 2018

Biografia da Semana: Sir Arthur Conan Doyle


Oi pessoal! Saiu mais um Biografia da Semana, dessa vez com um dos escritores que eu mais adoro ler: Sir Arthur Conan Doyle! Me lembro bem quando fui na Bienal do Livro aqui da minha cidade e comprei um livro de bolso com várias aventuras de Sherlock Holmes e a partir daí, o autor se tornou um dos meus preferidos. Vamos descobrir mais sobre ele!

Arthur Ignatius Conan Doyle nasceu em Edimburgo, Escócia, no ano de 1859. Sua família era católica, bem respeitada no mundo da arte, seu pai era um alcoólatra de longa data e sua mãe uma mulher bem educada que gostava de ler. Foram as histórias que ela contava para a família que acenderam a imaginação do autor logo quando era criança. Aos nove anos ele foi mandado para uma escola Jesuíta, onde passou vários anos. Essa experiência foi crucial, pois sofria bullying dos seus colegas de sala e as punições eram castigos corporais muito rígidos. Foi na sua aptidão para contar histórias que ele encontrou um refúgio.


Como sua família estava no ramo da arte, todos eles se surpreenderam quando Arthur decidiu estudar medicina na Universidade de Edimburgo. Foi um professor que ele teve na faculdade que o inspirou para criar o seu personagem mais famoso, Sherlock Holmes. Foi durante a faculdade de medicina, que ele escreveu suas primeiras histórias: The Mystery of Sasassa Valley e The American Tale, a segunda publicada pela London Society. Durante o seu terceiro ano na faculdade, ele assumiu um posto em um navio que navegava no Círculo Ártico e essa experiência aflorou seu senso de aventura, que foi incorporado em Captain of the Pole Star. Ao terminar a faculdade de medicina, ele exerceu a profissão ao mesmo tempo que tentava se consolidar como um escritor, mas eventualmente largou a medicina de vez para se dedicar aos livros. Foi no período em que lutava para se estabelecer como escritor, que ele conheceu sua primeira esposa, Louisa Hawkins, com quem teve um casal de filhos.

Foi em 1886, que ele escreveu a história Um Estudo em Vermelho na qual Sherlock Holmes e Watson, seu assistente, são introduzidos para o mundo. E foi com esses personagens que ele ganhou o reconhecimento que tanto buscou. Um Estudo em Vermelho foi a primeira de 60 histórias que ele escreveria com Sherlock Holmes. Os livros mais famosos envolvendo o personagem são: O Signo dos Quatro, As Aventuras de Sherlock Holmes, As Memórias de Sherlock Holmes e O Cão dos Baskervilles.

Tempos depois, Louisa foi diagnosticada com tuberculose, doença pela qual faleceu em 1906 e deixou Arthur em um estado depressivo por vários meses. Nove anos depois, ele se casou com Jean Leckis, com quem ele teve dois filhos e uma filha. A dedicação a sua nova esposa, fez a produção literária de Arthur diminuir e pelo bem das suas finanças ele escreveu algumas peças teatrais, mas sem muito sucesso. Foi só depois que ele escreveu The Speckled Band, uma peça na qual estrelava Sherlock Holmes e que fez muito sucesso. Depois de se aposentar do teatro, por assim dizer, ele escreveu The Lost World, com um novo protagonista, Professor Challenger, que fez muito sucesso.

O autor também se voluntariou na Guerra Boer, pois já havia escrito livros sobre guerra e queria ter a oportunidade de testar sua aptidão como soldado. Entretanto, aos 40 anos e com um certo sobrepeso, ele foi cortado da lista. Tendo sido recusado, ele se alistou como médico voluntário para ir para a África, onde viu mais soldados morrerem de febre tifoide do que por feridas de guerra. Depois de voltar da África, tentou a carreira política mas sem sucesso. Ao retornar para Londres ele continuou a escrever, e foi nesse período que surgiu O Cão dos Baskerville e um ano depois ele virou Sir pelas mãos do Rei Edward VII. Diz-se que o rei era tão fã das histórias de Sherlock que colocou o nome de Arthur na lista de honras apenas para incentivá-lo a escrever mais histórias. Ele tentou se alistar novamente durante a Primeira Guerra Mundial, mas com 55 anos isso não foi possível. A guerra aliás, foi bem severa com sua família. Ele perdeu um filho, seu irmão, dois cunhados e seus dois sobrinhos.

Foi a partir da perda de seu filho que ele se tornou mais ligado ao espiritismo e escreveu três livros a respeito: Beyond the City, The Stark Munro Letters, A Duet with an Occasional Chorus. Depois da sua aposentadoria da medicina, ele também escreveu alguns livros históricos, sendo seu trabalho mais famoso, Rodney Stone. Curiosamente, o autor tentou matar Sherlock para se dedicar aos livros espíritas, mas teve que revivê-lo para conseguir dinheiro para seu trabalho missionário. As últimas doze históriaas de Sherlock Holmes foram compiladas no livro The Casebook of Sherlock Holmes.

Posteriormente, Arthur foi diagnosticado com Angina Pectoris que é um enfraquecimento dos músculos do coração, que o proibia de fazer esforços. Entretanto, ele ignorou os conselhos médicos, e passou a sofrer de dores no peito muito severas, até falecer em 7 de julho de 1930, no jardim de sua casa.

As informações para esse post foram coletadas aqui e aqui. E aí, vocês também são fãs de Sir Arthur e de Sherlock Holmes, deixem um comentário!

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