Biografia da Semana: Mark Twain


Oi pessoal! Hoje a biografia da semana vai falar de um escritor que também foi jornalista e era muito ambicioso. Ele escreveu clássicos da literatura americana que são lidos até hoje. Nessa semana, falaremos de Mark Twain!

Seu verdadeiro nome é Samuel L. Clemens, nasceu em 30 de novembro de 1835, na Flórida e era o sexto filho do casal John e Jane Clemens. Aos 4 anos, ele se mudou para a cidade de Hannibal, que tinha 1.000 habitantes, e morou lá dos 4 aos 17 anos. Seu pai trabalhou em várias coisas, sempre sonhando com a riqueza, mas nunca chegou a conquistá-la e muitas vezes teve dificuldades de alimentar toda sua família. Ele era considerado um homem muito sério, e os boatos dizem que Mark nunca viu o pai sorrir. Já sua mãe, era o oposto, ela era uma mulher amável que muitas vezes distraiu a família nas noites de inverno ao contar histórias. Em 1847, ela se tornou a chefe da família, depois que o marido morreu inesperadamente. A partir de então, a família passou anos de dificuldades econômicas.




Ele estudou até os 12 anos, quando precisou trabalhar para poder ajudar na renda familiar. Começou trabalhando como aprendiz de tipógrafo, e recebia como pagamento um pouco de comida. Aos 15, conseguiu um trabalho como tipógrafo e ocasional escritor e editor no Hannibal Western Union, um pequeno jornal que era do seu irmão, Orion. Aos 21 anos, ele começou a realizar um sonho: aprender a pilotar barcos. A carreira era excitante, bem paga e tinha um bom status na sociedade. Entretanto, ela foi encerrada com o início da Guerra Civil Americana.

Mark se aliou aos Exércitos dos Estados Confederados, mas serviu só por duas semanas, quando a unidade que estava se dissolveu. Ele então tomou a decisão de seguir para o oeste, e assim o fez em 1861, quando partiu para a Califórnia. Lá ele morou por 5 anos, na esperança de encontrar ouro e prata e salvar sua família das dificuldades financeiras. Mas quando nada aconteceu, ele voltou a trabalhar em um jornal, dessa vez como repórter para o Virginia City Territorial Enterprise. Foi nessa época que ele adotou o nome Mark Twain, que na época era uma gíria do seu antigo trabalho nos barcos.

Ele ficou conhecido como um dos maiores contadores de história do oeste. Ele tinha um estilo próprio de escrever muito característico, simpático, divertido, irreverente e as vezes sarcástico. Em 1865, uma de suas histórias "Jim Smiley and His Jumping Frog" foi publicada por todo o país em jornais e revistas. Em 1869, ele escreveu o livro "The Innocents Abroad", que se tornou um best seller. Aos 34 anos, o ruivo, egocêntrico, afável e ambicioso jornalista e viajante, havia se tornado um dos mais populares e famosos escritores dos Estados Unidos.

Mas ainda ainda assim, ele se preocupava em ser do oeste. O estilo de vida da época era ditado pelas cidades de Nova York e Boston, e um senso de inferioridade habitava a mente do nosso escritor. Seu maior desejo era se tornar rico, ajudar sua mãe, ascender socialmente e receber o respeito vindo do outro lado dos Estados Unidos. Em 1870, ele se casou com Olivia Langdon, uma jovem de 24 anos, filha de um rico comerciante de carvão. O casal foi morar em Buffalo e tiveram quatro filhos.

Em 1876, ele publicou as Aventuras de Tom Swayer e logo depois começou a escrever a sequência "As Aventuras de Huckleberry Finn". Os dois livros se tornaram seus maiores clássicos. Não só a escrita, mas também os negócios tinham uma grande participação no seu objetivo de ficar rico. Em 1885, ele abriu uma editora de livros que conseguiu publicar as memórias do antigo presidente americano Ulysses S. Grant. Ele se aventurou nesse e em outros negócios e tinha certeza que seria recompensado com muito dinheiro, mas nunca conseguiu o sucesso esperado. Sua editora eventualmente foi a falência.

Suas falhas nos negócios contribuíram para que ele se tornasse um grande pessimista. Ele também tinha raiva dele mesmo por não dar total atenção a sua criatividade. Em 1889, ele publicou "A Connecticut Yankee in King's Arthur Court" um livro de ficção científica sobre a antiga Inglaterra. Seu próximo trabalho de grande expressão foi "The Tragedy of Pudd'nhead Wilson", que muitas pessoas consideraram amargo. Ele também escreveu pequenos contos e vários outros livros e muito dos seus trabalhos tem grandes admiradores até hoje.

Seus últimos 15 anos de vida, foram recheados de honras públicas, incluindo graduações de Oxford e Yale. Ele chegou a fazer um ciclo de palestras ao redor do mundo (com a finalidade de pagar seus débitos). Ele provavelmente foi um dos americanos mais famosos do século 19, sendo muito aplaudido e fotografado onde quer que fosse. Apesar das muitas honras que recebeu, esses anos para ele foram muito agonizantes. Logo no ínicio do seu casamento, ele perdeu seu filho pequeno devido a difteria. Anos depois, perdeu sua filha Suzy aos 24 anos, devido a meningite espinhal. Sua filha mais nova, Jean, foi diagnosticada com epilepsia severa e quando tinha 29 anos, morreu de um ataque do coração. Por muitos anos, sua relação com sua filha do meio, Clara, era distante e cheia de brigas. Em 1904, enquanto estava viajando, sua esposa morreu devido a uma complicada doença. Eles foram casados por 34 anos.

Apesar de demonstrar ser uma pessoa amável para seu público, na vida pessoal, ele vivia um inferno. Se mostrava um insensível aos amigos e pessoas queridas, tinha ataques de raiva e viveu com depressão, que tentava contornar ao fumar cigarros, ler na cama e jogar cartas por horas a fio.

Samuel Clemens morreu em 21 de abril de 1910, aos 74 anos, em Connecticut.

As informações para o post foram retiradas daqui.