Resenha: Por Quem os Sinos Dobram


Título: Por Quem os Sinos Dobram
Autor(a): Ernest Hemingway
Ano: 1940 (1ª publicação)
Gênero: Romance
Editora: Bertrand Brasil

Olá pessoal! Mais uma resenha para vocês de um clássico e de um bom romance na mesma obra! Por Quem os Sinos Dobram foi a minha primeira experiência com o autor Ernest Hemingway e conto para vocês o que achei. Vamos à sinopse?

Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. Hemingway conseguiu que seus leitores sentissem que o ocorrido no país ibérico em 1937 era apenas um aspecto da crise do mundo moderno. A obra foi eternizada no cinema numa produção norte-americana, dirigida por Sam Wood, com Gary Cooper e Ingrid Bergman nos papéis principais. A trama gira em torno de Robert Jordan (Gary Cooper), o americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos integrado por Pilar (Katina Paxinou, que recebeu Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo (Akim Tamiroff) e a bela Maria (Ingrid Bergman). A relação entre Robert e Maria acabou por se tornar uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna e do cinema. Hemingway começou a escrever o livro em 1939, em Cuba, onde morava. Publicado em 1940, foi sucesso de crítica e público. Por razões políticas, no entanto, deixou de receber o Pullitzer, prestigiado prêmio literário dos EUA, apesar de eleito por unanimidade pelos jurados.

 Logo quando eu selecionei esse livro para ler, só me veio na cabeça a música da banda Metallica "For Whom The Bell Tolls" e descobri que a música da banda foi inspirada justamente no livro. O livro é muito emocionante, desde o começo há uma tensão no ar, o que prende a curiosidade do leitor. Cada personagem é único e adiciona uma característica a mais a história. Algo que eu não sabia, mas que descobri quando pesquisei mais sobre a trama, foi que o autor usou suas experiências como voluntário da Guerra Civil Espanhola para criar a história.

A crueldade de ambos os lados, Nacionalistas e Republicanos, é bem notória. Mas o que mais podemos observar, é a condição humana. Podemos refletir sobre o absurdo da guerra, onde personagens brigam por conta de seus ideais e do papel que passaram a desempenhar no conflito, o lado humano é marcante. O livro ficou marcado na literatura pelo romance desenvolvido e pela clássica cena do saco de dormir vivida pelo casal, Robert e Maria. Como vocês puderam ler acima, a trama foi adaptada ao cinema, sendo bem premiada e muito bem recebida pelo público.

A riqueza de detalhes contribui bastante para que o leitor esteja ambientado e não se enganem, essa história de amor nada tem de melosa ou de chata. O livro tem uma áurea meio poética que deixa tudo mais emocionante, principalmente no final, que é o momento do clímax da história e de seu desenrolar. Recomendo demais a leitura desse clássico que ultrapassou gerações.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leave your comment!