25 de fevereiro de 2019

Resenha: Vanity Fair


Título: Vanity Fair
Autor(a): William Makepeace Thackeray
Ano: 1848 (1ª publicação)
Gênero: Romance
Editora: MacMillan 

Oi gente! A resenha de hoje do blog é de um clássico da literatura mundial, Vanity Fair. Inclusive, a obra ganhou diversas adaptações para o cinema, teatro e TV. A versão que li estava em inglês, e foi publicada pela editora MacMillan. Vamos à sinopse?

Becky Sharp, nascida de pais pobres, sempre aspirou a ser um membro de classes altas da Inglaterra. Deixando a escola e sua melhor amiga Amelia para trás, Becky associa-se com os Crawleys, eventualmente se apaixonando por Rawdon, o filho deles. O casamento é feliz no início, mas se deteriora quando Rawdon começa a perder sua fortuna. Becky é então sustentada pelo devasso Marquês de Steyne, cujos motivos não são tão puros.

O romance fala sobre a vida de duas amigas de infância, Amelia e Rebecca. Amelia é romântica e dócil e se encaixa perfeitamente no que a sociedade preza, enquanto que Rebecca ou Becky é uma oportunista incorrigível. Nós acompanhamos o que acontece com elas ao decorrer de sua vida, desde quando terminam a escola, se casam, sofrem com a Batalha de Waterloo, têm filhos e muito mais. Esse é um bom romance vitoriano e como tal, contamos com vários personagens para apoiar a trama.

Em Vanity Fair, o autor faz uma crítica à futilidade da sociedade da época. Os personagens são cheios de ego, precisam de uma posição na sociedade ou riqueza para se satisfazerem, ou seja, estão sempre buscando coisas que não produzem felicidade a longo prazo, exatamente como a sociedade inglesa da época. E me arrisco a dizer que a sociedade hoje em dia também é assim. A tradução literal de Vanity Fair seria Feira das Vaidades, remetendo a essa crítica.

Eu preferi ler a edição da MacMillan, que tem menos páginas e vai direto ao ponto. Uma edição muito conhecida desse livro, é a edição da Penguin Books, que conta com mais de 800 páginas. Como o livro é muito antigo, vale a pena ressaltar que na época o autor era pago por palavras, então é normal que algumas edições sejam mais longas, mas nem por isso as edições menores deixam coisas importantes de fora.

Gostei bastante do livro, nos faz refletir sobre vaidade, ego e como isso é inserido e propagado em nossa sociedade. Também é interessante ver o olhar do autor sobre o assunto. Recomendo.

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