2 de março de 2019

Resenha: Orgulho e Preconceito


Título: Orgulho e Preconceito
Autor(a): Jane Austen
Ano: 1813 (1ª publicação)
Gênero: Romance de época
Editora: Landmark

Oi pessoal! A resenha de hoje é de um livro que eu já li há algum tempo e terminei de reler hoje. Seria um absurdo resenhar outros livros de Jane Austen e não Orgulho e Preconceito. O livro é um clássico do romance de época, que conta com várias edições diferentes, além de uma adaptação de muito sucesso para o cinema. Vamos à sinopse?

Este romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato.
Acredito que Orgulho e Preconceito seja o livro mais conhecido da autora e não podemos negar que é um grande clássico da literatura mundial. Como todos os livros de Jane Austen, nós somos convidados a entender os costumes da época. Quem acompanha os livros dela, sabe que ela tinha uma visão muito crítica da sociedade e sempre buscou em seus livros retratar as dificuldades que as mulheres enfrentavam. Em Orgulho e Preconceito, o tema abordado é o do casamento e como a vida da mulher é afetada por esse evento.

Como o próprio nome do livro e a sinopse sugerem, acompanhamos a história de Elizabeth e Darcy. Ela, à frente do seu tempo e com opiniões fortes; e ele, orgulhoso e preconceituoso com aqueles à sua volta, sempre os analisando para saber se valem a pena o seu tempo. Ocasiões isoladas geram opiniões baseadas em preconceitos sem um claro conhecimento da pessoa. Nessa história, o maior defeito de todos é o orgulho exagerado.

A escrita é feita com maestria, a personalidade de cada personagem fica muito clara para quem acompanha a trama, e apesar de gostar muito da forma como ela escreve, não posso deixar de afirmar que algumas partes do livro são monótonas. O livro melhora consideravelmente na segunda metade, onde acompanhamos todo o desenrolar dos casais formados até então.

O romance que existe nesse e em seus outros livros são vividos de forma diferente do que vemos hoje em dia. Primeiro é preciso conhecer a pessoa, saber da sua índole, levar em consideração sua família e suas conexões, para só então ter um noivado anunciado. E só a partir do casamento que qualquer contato mais íntimo é permitido. A autora explora duas facetas em Orgulho e Preconceito, a primeira é a do amor puro, que vai se desenvolvendo com o passar do tempo, onde o comportamento e as atitudes das pessoas são observadas e são determinantes para o sentimento surgir. E a outra, é a da paixão sem prudência, onde atitudes sem pensar levam os personagens a tomarem atitudes impensadas e que naquele tempo mancham não somente a honra da mulher, mas também a de toda a família em si.

Apesar da história já ser conhecida devido ao filme, sempre recomendo a leitura do livro. Muitos detalhes que não são mostrados no filme estão presentes no livro e fazem a diferença. Orgulho e Preconceito é o carro chefe de Jane Austen e é totalmente merecido.

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