6 de maio de 2019

Resenha: Anna Karenina


Título: Anna Kariênina
Autor(a): Liev Tolstói
Ano: 1877
Gênero: Romance, Drama
Editora: Cosac & Naify

Olá amigos leitores! Depois de muitos dias finalmente consegui concluir a leitura de mais um clássico da literatura mundial (e russa também): Anna Karenina ou Kariênina, como está no título do livro. Esse era um livro que eu queria ler há muito tempo, já havia visto o filme, mas lembrava de pouca coisa, então decidi ler e assistir o filme novamente. Conto para vocês a minha experiência com a literatura russa aqui para vocês. Vamos à sinopse?

Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.” Esta é uma das aberturas mais famosas de todos os tempos, e ainda hoje impressiona a sabedoria concisa com que Tolstói introduz o leitor no universo de Anna Kariênina, clássico escrito entre 1873 e 1877. Muito do que o romance vai mostrar está contido nesta frase. A personagem-título, ao abandonar sua sólida posição social por um novo amor, e seguir esta opção até as últimas consequências, potencializa os dilemas amorosos, vividos dentro ou fora do casamento, de toda a ampla galeria de personagens que a circunda. O amor, aqui, não é puro idealismo romântico. Tolstói recupera todo um século de experiência russa, com episódios e personagens modelados a partir de pessoas reais, e aborda as principais discussões políticas, econômicas e filosóficas de seu tempo, ainda incrivelmente atuais. O livro se articula por meio de contrates: a cidade e o campo; as cidades de Moscou e São Petersburgo; a alta sociedade e a vida dos mujiques; o intelectual e o homem prático.

A história se passa na Rússia do século XIX, onde podemos imaginar todo o glamour da sociedade e o sofrimento das pessoas que trabalham no campo. O livro é dividido em dois nichos, que focam em duas famílias aristocratas da época e é através desses nichos que conhecemos mais sobre a moral e os pensamentos da época. A personagem que dá título ao livro, é uma dama da sociedade russa, que se casou muito cedo. Ela troca sua status e família, incluindo seu próprio filho, quando decide se envolver com Vronsky, um jovem sedutor, pelo qual se apaixona perdidamente.

Esse é um livro extenso e intenso também. A trama não aborda apenas a vida de Anna, mas também a de outros tantos personagens que são afetados pelas escolhas que ela faz. Acredito que a grande maioria dos leitores se surpreendeu com a quantidade de histórias paralelas que existem. Muitas vezes isso é um fator prejudicial à motivação do leitor. Eu mesma fiquei muito curiosa para saber mais sobre ela e o que viria a seguir em sua vida, então o fato do autor mudar totalmente de cenário no momento em que o interesse por Anna estava muito acesso foi bem desestimulador. Somado a isso, temos a quantidade de páginas, não é fácil você manter seu interesse vivo por 800 páginas, ainda mais quando a parte que você mais gosta no livro é cortado por momentos entendiantes no campo. Essa seria minha crítica ao livro.

O autor aborda diversos temas através das páginas e provoca reflexão no leitor sobre amor, adultério, falsidade, sofrimento, trabalho, a razão de ser, religião. Há diversos momentos em que o teor do livro adquire um viés mais filosófico. Os personagens também são bem complexos, cada um com seu dilema e drama, fazendo com que o leitor assuma o papel de juiz e julgue cada um deles.

A escrita do autor é muito elegante e houve um excelente trabalho de tradução, deixando tudo mais fluido, evitando que se tornasse um livro complicado de ler pela linguagem utilizada.

Eu sempre vou recomendar clássicos, afinal, não se ganha esse nome à toa. Apesar de tudo que mencionei acima, achei a leitura enriquecedora em um nível que não havia imaginado. A evolução de toda a história tem um final de tirar o fôlego. Também recomendo que o filme, é uma produção linda e uma adaptação excelente.

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